Crochet,  Dicas

Conhece as 3 razões para fazer crochet

Bem-vindo de volta!✋ O blog AmoraLã esteve dois meses em pausa, para puder regressar em grande com novos conteúdos e muitas novidades. E bem-dita esta pausa! Se não a tivesse feito, ainda hoje não tinha notado o quanto tinha falhado na organização, conteúdo, imagens e afins.  

Porque é que eu digo isto? Ora, uma das falhas que eu notei foi que comecei um blog sobre crochet sem dar a conhecer no que consistiu efetivamente o crochet, como surgiu, e porque se deve praticar.  

Como é dito no velho ditado “mais vale tarde do que nunca”, achei indicado começar o primeiro artigo do regresso com este conceito. Quero que saibas como o crochet pode ser interessante e desafiante, melhorando a tua maneira de pensar e encarar os problemas. Assim, nos subcapítulos que se seguem vou-te dar a conhecer a história do crochet e as 3 razões para o praticar.  

Como surgiu o Crochet?

Mas afinal, como é que o crochet surgiu?  

Prometo que não é nada secante saber da história sobre esta técnica. Aliás, até vou trocar a palavra “história” para “curiosidade”, que de facto é o que eu quero transmitir por aqui:  

Origem da palavra

Segundo as minhas pesquisas no Wikipédia, no blog Fabric Trait e na revista “Curso Crochet: Manual de padrões para crochet criativo vol. II” (sim, porque eu não sou imensa e não sei de tudo, logo tive que pesquisar 😅), a palavra “crochet” vem do francês medieval “Croké” cujo termo designa um instrumento de ferro em forma de gancho.  

Origem da atividade

A sua origem é ainda muito discutida. Muitos historiadores afirmam que o crochet já existia na pré-história, usado provavelmente para produção de redes para a caça.  

Uma outra teoria fortemente defendida foi que o crochet tenha surgido no Oriente e que através das rotas comerciais, chegou a Europa.  

De qualquer das formas, a arte do crochet, como a conhecemos atualmente, foi desenvolvida no século XIX, apesar de existirem artefactos muito mais antigos, num tipo de técnica que utiliza uma mistura entre o crochet e a tecelagem com um acabamento semelhante ao do crochet tunisino.  

Primeiras instruções impressas…

As primeiras instruções impressas sobre esta técnica surgiram na Holanda em 1820. Porém, nessa altura, o crochet era visto como um método de conseguir uma imitação rápida e barata das rendas de bilros, o que levou a muita gente dessa época a meter a técnica de lado. Mas, graças à Eléanore Riego de la Branchardière que, a partir de 1840, publicou onze livros sobre crochet, e à Rainha Vitória que, durante a Guerra dos Boeres, encorajou os soldados britânicos a fazerem cachecóis com as armas britânicas (diz lá se isto não é cómico imaginar soldados a fazer crochet?), fizeram com que o crochet fosse aceite na sociedade.  

Esta técnica é mais recente e consome mais lã do que o tricot, e por isso, durante as guerras mundiais, o tricot teve maior predominância por motivos de poupança. Só a partir dos anos 60 é que o crochet teve maior destaque.  

Em Portugal…

Em Portugal, ainda antes da ditadura, esta arte era bastante comum, fazendo parte da história e das tradições do país e sendo praticada maioritariamente pelas mulheres.  

Atualmente, o crochet é cada vez mais praticado a nível mundial, por miúdos a graúdos, podendo ser útil na produção de diversas peças, desde decoração a vestuário.  

3 razões para começar a fazer crochet

A história sobre o crochet, por si só, deveria ser considerada uma razão. Pois, como pudeste verificar, o crochet foi muito renegado nos tempos antigos e se não fossem aquelas duas senhoras a  trazer esta técnica de volta à moda, talvez não existisse nos dias de hoje.

Mas se a história anterior não te entusiasmou a fazer crochet, então lanço-te mais 3 razões para fazer mudar-te de ideias:  

1ª razão: ajuda-te a lidar com o stress e ansiedade do dia a dia.

Sabes aqueles dias em que chegas a casa do trabalho cansada e enervada com os problemas que surgiram durante o dia e tudo o que mais precisas é sossego, entretenimento e paz? Não queres queimar mais as pestanas no computador, telemóvel ou televisão, mas precisas de algo que te faça esquecer o dia. Queres um tempo só para ti, um refúgio para pensares melhor e resfriar a cabeça.

O crochet proporciona-te isso tudo. Não precisas de estar a fazer uma peça ou projeto em concreto, basta dares umas laçadas e já ajuda-te a focar mais em ti e nos teus pensamentos, ao mesmo tempo que exercita o teu cérebro, levando-te a concentrar mais no trabalho que estás a fazer do que no trabalho do teu dia a dia.  

2ª razão: dá-te uma sensação de realização e conquista.

Eu sinto muitas vezes isso quando acabo um projeto. Veres aquele esforço todo, os diversos desfaz e refaz, recompensados com um trabalho feito pelas tuas mãos, personalizado, útil e único. É uma verdadeira conquista, um orgulho e por isso sentes mais confiança para fazeres projetos ainda mais desafiantes.

Se consegues fazer um casaco, também consegues certamente fazer um gorro ou umas luvas! Por isso sim, eu acredito piamente que o crochet fortalece a tua autoestima e confiança em ti mesmo.  

3ª razão: é uma técnica fácil de praticar e muito útil. 

Já viste a variedade de coisas que esta arte te proporciona? Decoração, vestuário, acessórios, peluches, etc. E tudo o que precisas é apenas uma agulha e uma linha.

O que o crochet significa para mim…

O crochet foi para mim um refugio e uma terapia nos tempos em que andava stressada pelos exames e relatórios da faculdade. Não foi fácil para  mim atinar com a agulha e a linha ao início, mas a minha teimosia levou a que me adaptasse rapidamente.

Muitos projetos que fiz até hoje, sofreram com o desfaz e refaz, mas a verdade é que à medida que ia fazendo isso, ia aperfeiçoando a técnica. Por isso, é normal sentires frustração ao inicio, sentires que nada sai bem das tuas mãos, enervares-te com a linha que se desfaz toda na agulha, já passei por isso tudo, e ainda hoje acontece isso sempre que faço um novo projeto ou experimento uma nova linha.

O artesanato é mesmo assim! E vais ver que durante o processo te sentirás emocionalmente muito melhor, sabes porquê? Porque esta arte ajuda-te a lidar com as tuas emoções e pensamentos. É o que chamamos de mindfullness.

Cenas para os próximos capítulos…

O que é o mindfullness e o que tem a ver isso com o crochet? Pois, isso é assunto para ficar para o próximo artigo. Este artigo já vai longo e não te quero maçar com mais bla bla bla. Por isso fica atenta, que na próxima semana trago-te tudo sobre crochet e mindfullness. Até lá, vai comentando por aqui ou nas redes sociais sobre como é que te sentes quando estás a fazer crochet? Relaxada? Motivada? Inspirada? Quero saber tudo! Um óptimo fim-de-semana! 😊

Ps: És novo por aqui e queres saber mais sobre o crochet e este blog? Espreita estes artigos que são capaz de te interessar:

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